quinta-feira, 1 de outubro de 2015

"É uma luta antiga da juventude do PSDB!", André Rocha nos conta sobre o novo projeto PAE e muito mais!


Desde começo de Setembro de 2015, os jovens bacatuenses que já são e os que se preparam para levar vida de universitários fora dos campos de Botucatu, como eu, estão mais animados e satisfeitos do que nunca!

Acontece que, com a aprovação e liberação do PAE - Programa de Auxilio ao Estudante, quem viaja para outras cidades para cursar uma faculdade irá receber um auxilio da prefeitura para custear as despesas do transporte! E já contemplou 235 estudantes com renda familiar de até três salários mínimos, fixando um percentual de concessão de auxílio de 35% a 65% do custo médio por destino dos Estudantes! 
Não é realmente uma ótima iniciativa da nossa prefeitura? 

Para mais esclarecimentos e importantes informações, segue abaixo a entrevista que fiz com o Presidente da Juventude do PSDB de BotucatuAndré Rochafigura de suma importância nessa conquista:

JorgeDrew&Você: Como nasceu o PAE?

André Rocha: É uma luta bem antiga da juventude. Começou quando o Prefeito João Cury ainda era candidato a prefeito em 2012! Numa de suas conversas com grupos de jovens da cidade, ele questionou quais seriam suas maiores necessidades naquele momento e, dentre várias, foram citadas uma Praça para Juventude (Praça digital), um lugar para receber mais grupos de teatro e afins (Casa da Juventude), e o PAE! Pois muitos universitários não tinham condições de estar pagando o Ônibus e concluíram que, o que poderia diferenciar entre conseguir fazer uma faculdade ou não, seria a ajuda de custo da prefeitura! Logo, esse projeto entrou para o seu plano de governo como prioridade! Porém, mesmo com o João eleito, acabou ficando parado, sem ninguém tomar frente por um bom tempo. Assim que entrei na Prefeitura e tomei conhecimento, o chamei á pressas, mais o Sr. Paulo Malagutte, para juntos fazê-lo acontecer. Agora ele já é realidade!

JorgeDrew&Você: Quais os requisitos básicos para participar?

André Rocha: A pessoa deve estar matriculada em um curso superior fora de Botucatu. Esse deve ser a primeira faculdade que ele cursa e sua renda familiar tem que ser de até três salários mínimos. Todos que se enquadravam nessas condições e se inscreveram foram contemplados.

JorgeDrew&Você: Novas inscrições?

André Rocha: Abrem-se a partir do começo do ano. Lembrando que todos os participantes precisaram renovar a cada seis meses sua inscrição, pois pode haver desistências ou modificação das condições financeiras de cada um, etc.

Esclarecidas as curiosidades sobre o PAE, eu aproveitei o momento e bati um papo muito interessante e esclarecedor sobre a Política&Botucatu, onde ele dá suas opiniões e até nos revela coisas inéditas que você confere aqui:

JorgeDrew&Você: Como anda atualmente a juventude do PSDB?

André Rocha: O órgão mais ativo do Partido, nós nos reunimos todo mês e discutimos sobre as necessidades da cidade, vemos o que podemos fazer e levamos ao presidente do Partido, o João Cury. Temos uma presença direta dentro da atividade partidária.

JorgeDrew&Você: Novos projetos para a juventude?

André Rocha: Estamos lançando ainda esse ano a Caravana da Juventude! Aonde vamos até os bairros levando ações sociais, como psicólogos, apresentações artísticas, etc. Ter o Partido bem mais próximo da população. Estamos verificando as ultimas questões jurídicas e vamos pra rua! A juventude discutindo política nas ruas! Ouvindo a população, acolhendo quem quiser se juntar, mudando a cidade! Esse é o nosso grande projeto!


JorgeDrew&Você:O que geralmente leva o jovem a se interessar pela política e a desacreditar da mesma?


André Rocha:Hoje em dia todos estão desacreditados com a política, independentemente da faixa etária, pelo que vemos todos os dias nos noticiários e tal. Temos grandes exemplos de pessoas muito boas de caráter na política, porém, que muitas vezes são ofuscadas pelas também muitas pessoas ruins que existem! Acabam levando a população a pensar que só há esse tipo de gente nesse meio. E a juventude quer sempre tudo imediatamente e de forma muito eficiente, quando na realidade nem sempre é tudo assim. E mesmo porque a maioria dos políticos vem de outros tempos e não conhecem o jovem. Por isso que sempre digo: ninguém fala melhor pra juventude sobre o que ela quer, do que a própria! Falta diálogo dos políticos para com os eleitores mais novos, muitos deles pensam que ficando em seus gabinetes bolando projetos que talvez possam vir contribuir irá ajudar. Juventude gosta e precisa ser instigada! Independente de partido, a comunicação entre políticos tradicionais com os jovens é péssima. Isso é algo que precisa ser melhorado. O jovem sempre foi muito subestimado, sendo que sua presença é fundamental! Suas opiniões, questões, suas discussões são de uma valia que muitos esquecem ter. É como uma pista de skate: quem construiu aquilo foi o operário, mas o skatista pode vir a conhecer daquilo muito mais que ele.

JorgeDrew&Você: Quais as vantagens de se estar na política?

André Rocha: Nunca é pessoal. Você nunca pode estar num partido, numa administração pensando só em você, pois política é ajudar os outros! Essa é a lei e a grande vantagem: colaborar com a população de sua cidade! O benefício é
proporcionar alegria e contentamento com aquela pessoa que chegou cheia de problemas, precisando de ajuda e pôde encontrar o que precisava! E o retorno que a população dá é o melhor possível!

JorgeDrew&Você: Como alguém pode participar da juventude do PSDB?

André Rocha: Basta querer! Quem quer conversar sobre política, sugerir ou criticar, a juventude é o caminho! Quem me indica as pessoas sempre é o João Cury, que recebe bastantes mensagens da população na sua página oficial de facebook, da qual muitos não acreditam, mas é ele sim que gerencia. Basta falar comigo ou com o João, o PSDB é uma porta aberta para quem quiser chegar junto!

JorgeDrew&Você:O partido é conservador?

André Rocha: O partido tem seus conservadores e seus progressistas! É o encontro de várias linhas de pensamentos e várias posições. Nossos líderes sempre lutaram por causas progressistas, como por exemplo, o Fernando Henrique que defende a legalização das drogas, da maconha como uso pessoal! Nossa visão é sempre de uma esquerda vigorosa e forte que ajuda quem precisar seja lá for, sem se prender á conceitos ultrapassados e respeitando a democracia. Essa é nossa ideologia.

JorgeDrew&Você: Como você chegou na política?

André Rocha: Desde pequeno sempre gostei de política. Quando o governador Mário Covas faleceu, eu tinha uns nove anos de idade e fiquei curioso pra saber por que de tanta comoção com sua morte, quem era aquele cara e tal. 
Meu pai então me explicou tudo certinho sobre ele e a partir daí comecei a acompanhar tudo sobre política, o partido que mais me identificava que sempre foi o PSDB, e seus grandes nomes como Geraldo Alckimim e José Serra. Na campanha de 2012, eu conheci uma pessoa chamada Isaías, que hoje é vereador na cidade, que me convidou a participar da Juventude do PSDB. Eu, feliz, aceitei e vim direto. Dentre as muitas amizades que fiz, fiquei muito próximo do João Cury, principalmente quando trabalhamos na campanha do Aécio juntos. Política é um caminho que sigo por gosto e aptidão.

JorgeDrew&Você: Como anda sua cidade e seu país?

André Rocha: Como assumido apaixonado por Botucatu, sou meio suspeito pra falar, rs, mas acho o povo daqui bastante trabalhador, sonhador, feliz. Uma cidade muito politizada e rica, de perfil elevado quanto a educação e a saúde, que se desenvolve bem rápido e é uma exceção á regra brasileira. Nós temos um diferencial grande em questões de equipamentos públicos, em relação á outras cidades. Ano que vem estaremos inaugurando: o LÚCIO MONTORO, um centro de readaptação e fisioterapia para deficientes, o AME - Ambulatório Médico de Especialidades, onde terão mais de 40 especialidades e as pessoas serão atendidas com hora marcada e uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento no Jardim Brasil. Fora a UNESP, que dispensa comentários. O Brasil tem um povo que trabalhar para cumprir suas expectativas mas encontra o contrário em sua administração.

JorgeDrew&Você: O Futuro de Botucatu?

André Rocha: A gente vive num tempo bem delicado, ano que vem já são as eleições municipais e o prefeito atual não pode mais ser candidato. Isso é algo que me deixa preocupado. Tivemos muitas conquistas nos últimos anos, mas o futuro é receoso. O próximo prefeito tem que dar continuidade aos projetos que estão em andamento, é um modelo de gestão dá certo. Podemos avançar muito, depende da decisão da maioria do povo. Mas esperemos sempre com positivismo.

JorgeDrew&Você: Quis os candidatos ao cargo de futuro prefeito de Botucatu?

André Rocha: O PSDB ainda não definiu nomes, mas tem três pessoas que são fortes: o Vereador Isaías, o Curumim, que é Presidente da Câmara e o Pardini, que é Superentendente da SABESP!
O Candidato oficial do PSDB deve sair entre esses três nomes.

domingo, 27 de setembro de 2015

RETRATAÇÃO PÚBLICA

Sido avisado que, por causa da matéria postada neste blog em 2013 onde fiz uma entrevista com Bruno Moreno, a diretora da referida escola sentiu-se obviamente ofendida pelas declarações do entrevistado, o JorgeDrew&Você vem publicamente pedir desculpas pelo transtorno e prestar as devidas explicações.


Já aconteceu algo parecido neste blog, com o caso de um docente da mesma escola, em Esclarecimentos sobre a polêmica entrevista com o Biólogo, com a unica diferença de que dessa vez a pessoa ofendida foi alguém citada pelo entrevistado. Portanto, exatamente como fiz da outra vez, venho lembrar que o JorgeDrew&Você existe com o intuito de compartilhar com o mundo as diversas e diferentes visões da vida que o entrevistado tenha aceito compartilhar por meio deste veículo de comunicação. E aqui SÓ é postado o que sai da boca de quem aceitou conceder entrevista e permitiu de ser exposto.

Pautado pela imparcialidade em sua posição
e pela transparência nas publicações de entrevistas e diálogos, o blog nunca professou a mesma opinião que o sujeito da entrevista. Não tiramos o direito da diretora de não concordar com a opinião exposta, mas, como vivemos numa democracia, naturalmente imaginava que opiniões divergentes seriam aceitas para reflexão e informação. Afinal, a verdade se prova com atitude e não calando á força ou falando sobre alguém. A entrevista polêmica está retirada do blog como um pedido de desculpas para a diretora e um modo de não gerar mágoas ou conflitos, que é a ultima coisa que queremos! 



Este foi o esclarecimento do porque a entrevista foi retirada tão repentinamente do ar e também um protesto contra a falta de senso DEMOCRÁTICO e de LIBERDADE DE IMPRENSA existentes neste país. Há muita dificuldade conceitual, especialmente no Judiciário, para entender o papel dos grupos de mídia e de conceitos como liberdade de imprensa, liberdade de opinião e direito à informação.
Tratam como se fossem conceitos similares.
Direito à informação e liberdade de expressão são direitos dos cidadãos, cláusulas pétreas da Constituição.
Liberdade de imprensa é um direito acessório das empresas jornalísticas. Por acessório significa que só se justifica se utilizado para o cumprimento correto da importantíssima missão constitucional que lhe foi conferida.
No Brasil, no entanto, o conceito de liberdade de imprensa tornou-se extraordinariamente elástico, fugindo completamente dos princípios que o originaram. E há enorme resistência do Judiciário em discutir o tema. É tabu.
Os grupos de mídia trabalham com jornalismo, entretenimento e marketing. E tem interesses comerciais próprios de uma empresa privada.
Portanto, é absurdo que queiram calar a voz de um jornal, revista, emissora ou até blog de entretenimento como o JrgeDrew&Você, por opiniões pessoais controversas! E o nosso blog JAMAIS irá deixar de navegar pelo imenso oceano do social atrás de conversas, por conta desses "obstáculos no caminho". A nossa vida CONTINUA!
Tanto continua que neste dia 01/10/2015 estará no ar uma entrevista incrível com o Presidente da Juventude do PSDB, assistente de gabinete do Prefeito João Cury e estudante de advocacia do Instituto Toledo de Ensino - ITE, André Rocha
Com firmeza e sinceridade, ele vai contar tudo e mais um pouco sobre o novo projeto da prefeitura para os universitários de Botucatu, o PAE, sobre as condições atuais da cidade, projetos inéditos do partido, vida&carreira e até sobre os futuros candidatos á prefeito de Botucatu! Vai perder? 
Eu sei que não, tá imperdível! Portanto, não se esqueça: Dia 01/10 você tem um encontro marcado com as verdades e  confissões de André Rocha! 
Aqui no JorgeDrew&Você, o blog que tem meu nome mas, cada vez mais, a SUA CARA!

domingo, 13 de setembro de 2015

"Violência Escolar, de quem é a culpa?" Bate papo com a jornalista Karina Sant'ana!

Karina Sant'ana, de 33 anos, acaba de completar o último dos 3 anos e meio da Faculdade de Jornalismo da USC e nesse atual semestre está escrevendo de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) um livro reportagem sobre violência escolar. O título é :

"Violência Escolar, de quem é a culpa?".


Pesquisando sobre o assunto, ela chegou neste blog e leu as matérias onde eu conto vivências minhas nessa dolorosa realidade bruta das instituições de ensino.
Interessada, ela me convidou a dar uma entrevista para auxiliar o seu trabalho. Eu, claro, aceitei mas pedi uma entrevista também, afinal, a vida é assim: mão que lava a outra!



E num papo bem gostoso, ela respondeu minhas curiosidades sobre a faculdade de jornalismo e sobre esse seu projeto interessantíssimo:

JorgeDrew&Você: Como surgiu essa ideia de falar sobre tal assunto em seu TCC?
Karina Sant'ana: Eu passei por bullyng em todo tempo que estive na escola. Eu via que era diferente do resto da turma, a começar pelo fato de que não via outro motivo de estar lá se não para estudar! Eu tinha muito prazer em ouvir a professora falar e todos os dias aprender algo novo, adquirir conhecimento e tal. Comecei á questionar o porque do resto dos alunos não pensar e sentir o mesmo, já que escola existe pra isso, e uma amiga explicou que na visão deles a escola era apenas mais um ponto de encontro e zoeira. E eu vi coisas dentro das instituições de ensino, que são de assustar! Eu fui ameaçada de apanhar por coisas banais, recebi apelidos como "ET" e outros tenebrosos, coisas que me faziam questionar como e por que a escola veio a se transformar nisso. Saí da escola sem essa resposta e estou á procura até hoje.


JorgeDrew&Você: Conte mais sobre o Livro-reportagem.
Karina Sant'ana: Até agora eu só pesquisei sobre o início da escola pública em Botucatu e o perfil em geral desses primeiros alunos. Meu foco é a primeira escola pública e estadual da cidade, o EECA, que até hoje é bem influente. To entrevistando alunos que passaram por ali desde 1950 até os anos 2000. 


JorgeDrew&Você: Como as pessoas geralmente respondem quando questionadas sobre esse assunto?
Karina Sant'ana: Elas não se sentem muito á vontade não, viu. Geralmente se referem aos atos que dão margem ao bullyng e á violência como "apenas brincadeiras", "coisa normal", "nada demais". Mas como eu fui vítima dessas "brincadeiras", eu sei que não é assim. É aquele velho ditado: quem bate esquece, quem apanha jamais. 

JorgeDrew&Você: Como você chegou á faculdade de Jornalismo?
Karina Sant'ana: Minha vontade de fazer jornalismo começou aos 15 anos e a partir daí, foram-se 15 anos tentando até finalmente eu conseguir! Eu era apaixonada pelos escritores jornalistas, como Machado de Assis, e pela ideia de poder conhecer varias profissões diferentes estando numa só, entrevistar pessoas dos mais variados tipos, segmentos e culturas. Estabeleci esse objetivo de me tornar jornalista e depois 3 anos fazendo cursinho, fiz Informática para Gestão e Negócios na Fatec aqui em Botucatu mesmo, já que, na região, só tem faculdade desse curso em Bauru e meus pais não tinham condições de bancar minha ida e volta. Após 3 anos, consegui bolsa integral pelo Pró-Uni e depois de ficar 1 ano estudando sozinha, passei na USC! 

JorgeDrew&Você: Como é a faculdade de Jornalismo?
Karina Sant'ana:  Sinceramente, você tem que AMAR DE VERDADE essa profissão, pois é um meio bem competitivo. Uma competição que começa desde o primeiro dia de faculdade e vai até o ultimo dia que você for exercer essa profissão. E isso em qualquer área do universo da Comunicação Social. Você pode se dar bem ou não com sua turma de alunos, varia de pessoa pra pessoa, mas entre os profissionais você vai encontrar pessoas bem mais receptivas. Eles te acolhem mais. Agora, a Faculdade como instituição de ensino é bem rígida, cobra bastante a questão prática de ensino, sua iniciativa de fazer as coisas, te manda correr mesmo! Pra você se acostumar logo com esse ritmo acelerado e louco de mercado. Você tem que se preparar.

Texto retirado do site Brasil Escola - Meu Artigo:
A violência que as crianças e os adolescentes exercem , é antes de tudo, a que seu meio exerce sobre eles COLOMBIER et al.(1989). A criança reflete na escola as frustrações do seu dia-a- dia.
É neste contexto que destacamos os tipos de violência praticados dentro da escola .
  • Violência contra o patrimônio - é a violência praticada contra a parte física da escola. " É contra a própria construção que se voltam os pré-adolescentes e os adolescentes , obrigados que são a passar neste local oito ou nove horas por dia." COLOMBIER et al.(1989)
  • Violência doméstica - é a violência praticada por familiares ou pessoas ligadas diretamente ao convívio diário do adolescente.
  • Violência simbólica - É a violência que a escola exerce sobre o aluno quando o anula da capacidade de pensar e o torna um ser capaz somente de reproduzir. " A violência simbólica é a mais difícil de ser percebida ... porque é exercida pela sociedade quando esta não é capaz de encaminhar seus jovens ao mercado de trabalho, quando não lhes oferece oportunidades para o desenvolvimento da criatividade e de atividades de lazer; quando as escolas impõem conteúdos destituídos de interesse e de significado para a vida dos alunos; ou quando os professores se recusam a proporcionar explicações suficientes , abandonando os estudantes à sua própria sorte , desvalorizando-os com palavras e atitudes de desmerecimento". (ABRAMOVAY ; RUA , 2002, p.335) a violência simbólica também pode ser contra o professor quando este é agredido em seu trabalho pela indiferença e desinteresse do aluno. ABRAMOVAY ; RUA ( 2002)
  • Violência física - "Brigar , bater, matar, suicidar, estuprar, roubar, assaltar, tiroteio, espancar, pancadaria, neguinho sangrando, Ter guerra com alguém, andar armado e, também participar das atividades das guangues " ABRAMOVAY et al. (1999)

sábado, 12 de setembro de 2015

A VIOLÊNCIA EM GERAL - Redação dissertativa pronta! Por Jorge Drew Fernando

Para um trabalho de Língua Portuguesa exigido pela professora que rege tal matéria na escola EECA, fiz uma redação, bem ás pressas, mas expressando minha visão sobre o tema VIOLÊNCIA EM GERAL.


Quando ouvimos essa palavra, a primeira coisa que vem á mente é dizer que ela é uma desgraça, um mal que dizima a sociedade e que não deve existir ou ser propagada em hipótese alguma. De fato, é verdade. Mas nós nos contradizemos muito em relação á esses nossos argumentos, já que diversas vezes é possível que nos peguemos dizendo "Nesse caso, use a força bruta!", "Eu vou conseguir nem que seja a força", "Chame a polícia pra resolver" e várias vezes em que fazemos necessária a mesma violência que dissemos não ser. E isso não faz dela menos desnecessária, muito pelo contrário. Mas se não fosse uma, não teria a outra. Para entender melhor, leia a seguir a redação DE MINHA AUTORIA e comente se entender e concordar e se não concordar também, por favor!

A violência que se faz necessária sem deixar de não ser.

Todo e qualquer tipo de violência é desnecessária, já que estamos num estágio da vida em que o ser humano já não precisa da força para se comunicar e pode usufruir plenamente da racionalidade para se entender com seus demais. Essa é a teoria. Na prática, a existência humana, para manter-se controlada, vai sempre necessitar de usar todos os mecanismos disponibilizados ao homem, inclusive o de ser violento. 

Pois, mesmo sendo confortável lembrar que muitas pessoas possuem o senso de civilidade, não se pode ignorar o fato de que outra grande parte delas, talvez em quantidade ainda maior, são o oposto. E, principalmente, necessário lembrar que mesmo as pessoas mais pacíficas, hora ou outra, acabam tropeçando em suas faculdades mentais e tendo extremos atos de impulso, ataque ou contra-ataque, desequilíbrio. 

Aí que certa violência faz-se necessária. Quando dois vizinhos resolvem decidir no braço quem é o dono da lixeira e os demais moradores tem de intervir para evitar uma tragédia na rua. Quando vários cidadãos, numa revolta coletiva para com a corrupção e a injustiça do seu país, resolvem quebrar locais públicos como forma de protesto ou fazer justiça com as próprias mãos: a polícia deve se posicionar e, para conter tanta fúria, não resta outra alternativa a não ser a força bruta. 

Ou até mesmo no caso mais simples, como uma briga entre duas pessoas dentro de um lugar público, os responsáveis pela segurança precisam segurar cada um com firmeza e afastá-los um do outro, até expulsá-los do local. Violência usada para acabar com ela mesma e restaurar a paz.  São casos que necessitam de solução e a conversa e o entendimento já não são mais eficazes, então a violência faz-se necessária sem deixar de não ser, já que as duas primeiras alternativas poderiam resolver tudo se bem usadas.

Para violência desnecessária deixar de ser precisa em muitos momentos, é urgente que os seres humanos aprendam a usar com sabedoria a diplomacia, o discernimento e a racionalidade para se entenderem. 


Essa é a redação original e única que fiz e entreguei para a professora, sem tirar ou acrescentar sequer uma letra. Fica aí pra quem quiser, para a posteridade...  

domingo, 6 de setembro de 2015

Um tesouro de lugar: Convento Servas Senhor de BOTUCATU!

Jorge Drew retorna ao lugar que marcou sua infância e a de muita gente de Botucatu! 
Um lugar lindo que vale a pena conhecer!
O Convento Servas Senhor:



"Para cada momento,um lugar
Para cada lugar,uma época
Para cada época,uma saudade
Para cada saudade, um ser."
Aidran Tybel.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

TIETA DO AGRESTE - AUTO BIOGRAFIA

Para um trabalho de Literatura da escola, Jorge Drew faz uma interpretação de Tieta do Agreste, onde a pastora de cabras fruto da tentação de Jorge Amado, conta sua própria história de vida! Imperdível

Confira dando play aqui:

sábado, 6 de junho de 2015

EECA: A anormalidade da "Escola Normal"

A escola que trás em sua faxada o titulo de "Escola Normal" e em sua fama o ditado que diz "que de normal não tem nada", agora conta com a minha presença diária nela. 

E eu, claro, como autêntico e insuportável curioso, fui atrás de saber qual essa ANORMALIDADE toda que tantos falam que a escola tem e contradiz com sua faxada herdade do século passado. E não é que eu detectei mesmo? Descobri o que o EECA tem que não á permite fazer jus ao título! E vou te contar! Mas antes, vamos entender como fui parar ali...


Dessa vez eu não cometerei o erro de falar equivocadamente da nova escola em que estou estudando, como quando postei um texto aqui falando do Pedretti tendo apenas uma semana de vivência lá. Dessa vez, já é um mês e uma semana completos de uma rotina diária na Escola Estadual Cardoso de Almeida. Tempo o suficiente para observar, detectar e perceber muita coisa. Uma escola influente e famosa na cidade, talvez a mais famosa, algo que é inquestionável é o fato de ser a escola mais popular de Botucatu e a queridinha dos adolescentes. Não havia um colega das minhas turmas do Ensino Fundamental que não revelasse hora ou outra o seu desejo de estudar ali, isso se já não tivesse estudado. Todo mundo sempre tina um amigo ou uma amiga de lá e sempre quem estudasse lá era "TOP". Pré adolescência, rs...
Mas isso não vem da minha época não, viu? Muitas pessoas mais velhas já me contaram que, no passado, o EECA era a escola mais disputada da cidade, mais até que a ETEC!
Desbancava o La Salle! Sim, filhos de médicos e advogados lutavam para conseguir uma vaga ali. Muitos professores meus se formaram lá e falam com um orgulho saudosista, sempre recomendando-a. Porém, junto a essa boa fama, também ouvia MUITOS comentários ruins que alegavam haver anarquia e muita confusão ali. Um vídeos de duas alunas da escola brigando na frente dela caiu na NET e reforçou ainda mais a fama de escola ruim e igualaram ás outras estaduais que temos pela cidade. Eis o vídeo, horrível por sinal:

Ta, eu admito, dei risada assistindo. Mas se fosse um funcionário dessa escola, ao invés de rir, iria chorar de tanta vergonha. Micos como esse enfeiam a imagem da instituição e á deixam mal falada, como deixou. 

Com isso e com minha entrada na ETEC, a fantasias com o EECA se encerraram. Muito pelo contrário, pensaria que jamais na minha vida viria estudar ali. Quando tive que sair do Pedretti e escolher alguma escola, estava traumatizado com as escolas estaduais e nessas horas a gente generaliza demais, então pra mim eram todas uma bosta. Eu tava na cabeça que iria para alguma escola pública ficar até conseguir uma bolsa em alguma particular ou um emprego mesmo pra com meu salário pagar a mensalidade e "zarpar". Estava decidindo entre Pedro Torres, Dom Lúcio e o EECA. Como as duas primeiras são longe de casa, aderi a ultima opção. 
Fui com essa ideia na cabeça, de que seria apenas um tapa buraco até conseguir uma escola particular. E, olha, corri atrás de todas as escolas particulares de Botucatu, até voltar pro Tyto Alba eu tentei! Eu sei que, se tivesse persistido mais, teria conseguido com êxito. Mas algo de inesperado aconteceu: eu me apaixonei pela escola! Logo nos primeiros dias eu me senti como na escola dos sonhos. Tudo o que eu vi no primeiro dia no Pedretti  eu não vi em um mês no EECA! Mas não fui tirando conclusões precipitadas, deixei o tempo passar pra chegar em algum conceito concreto sobre.

O primeiro dia já dedurou uma forte característica dos estudantes de lá: chegar e ir embora na mesma hora, caso o número de alunos seja reduzido. E de fato, no dia anterior havia acontecido o show do Gustavo Lima na cidade, a galera estava de ressaca, se eu tivesse ido no show também não iria pra escola não, rs. Cheguei e fui embora com a minha amiga da qual eu ia junto todos os dias pra escola, Andreza Dias.
Sim, a mesma que também saiu da ETEC e foi pro Pedretti junto comigo, foi pro EECA também! E olha que eu nem sabia, só fui ficar sabendo que ela também está lá um dia antes de fazer a mudança! Foi muito engraçado quando descobrimos que mudamos juntos de novo e pelos mesmos motivos e pro mesmo destino! Companheiros de divação é assim, mesmo quando se separam, o destino une de novo! Bjs recalque. (rs).

Nos dias seguintes, aula normal em todos, tive a constante alegria de reencontrar bastante gente conhecida da qual não via á tempos! Gente que estudou comigo na pré escola, no fundamental, no ensino médio, gente que conheci em outras ocasiões, enfim, muita alegria em reencontrar várias pessoas! No intervalo eu tinha companhia sempre, mas na sala de aula eu já ficava mais isolado. Já havia me entrosado com umas meninas, como a ANA e a Camila, mas não tinha assunto sempre. Aproveitava pra ficar observando.
Claro, se não tivesse os constantes passeios pelos corredores não seria eu. E bate papo com as "tias", os prof's, a coordenação, etc. O tempo foi passando e naturalmente fui me enturmando, me adaptando, me soltando. Até um debate sobre o preconceito para com cotistas em uma palestra sobre faculdade para os terceiros anos eu puxei, rs. Esse debate foi o start pra finalmente achar a minha turma ali: a "turma do fundão"! O Belo, a Ana, o Gabriel, a Lauren, o Pedro, o Adrian (Norbertinho), o João, enfim, turma que me acolheu de braços abertos e adotaram pra dividir risadas e estudos. E quantas risadas! Ainda não tiramos fotos juntos, quando tirar prometo que posto, mas olha como esses insuportáveis me deixam:

Essas fotos que tiram da gente sem a gente saber são o que mais denunciam os amigos sacanas! Rs.

Já se passou um mês e uma semana de vivência no EECA. E em todo esse tempo de percepções, observações e analises, eu descobri qual a anormalidade que essa escola possui e a faz contradizer com sua faixada. Para chegar nela, eu baseei minha pesquisa em importantes tópicos que se devem levantar para saber da real situação que se encontra um lugar. Vamos á eles:

  •  A direção e a ordem.
Já percebi a agilidade da diretora quando fui fazer o pedido de transferência. Eu cheguei a falei que gostaria de fazer e ela acionou as funcionárias responsáveis e pronto. Pá, pum! Direta e reta, do jeito que eu gosto!  No decorrer do tempo eu fui percebendo que ela é muito respeitada entre os alunos e funcionários e muito competente na tarefa de botar ordem na escola. Ocorreu uma infração no dia 15/05 lá que repercutiu na cidade toda, em que um aluno de 15 anos botou fogo na classe sem querer. Não foi um incêndio, mas dizem que fez fumaça e uma menina passou mal. Nos jornais dizem que foi um Deus nos acuda, mas eu que estava lá no dia, em minha sala de aula não tão distante da sala em que ocorreu o fato, sinceramente, não vi nada disso. O cheiro sequer chegou no corredor e eu só fiquei sabendo porque uns alunos comentaram. Eu até sai pra fora da sala pra ver como estava, mas não vi nada além de adolescentes nos corredores conversando. Na saída vi dois policiais conversando com a diretora. Pronto, só isso. Não teve correria, gritos e pânico como muitos dizem. Foi tudo controlado e acalmado como deve ser e os alunos devidamente punidos. Isso foi o que mais me encantou na direção: eles punem os alunos infratores na exata medida que pede o que eles cometem. Coisa que na escola anterior que eu estudava não há. Só isso dá uma diferença enorme na questão segurança e qualidade. Enquanto na outra quem comanda são os alunos e a anarquia reina, nessa nós podemos suspirar de tranquilidade, de fato focar nos estudos e sentir-nos dentro de uma verdadeira ESCOLA e não em uma CADEIA.
 Essa diretora soube restabelecer a ordem nessa escola! Digo isso porque, segundo muitos relatos de conhecidos meus que estudaram ali na época em que era outra diretora, a escola era uma verdadeira ZONA antes. A atual entrou em 2013 para substituir uma que eu não cheguei a conhecer mas quem conheceu garante que ela foi a responsável pela péssima fama de escola violenta e desordenada que caiu sobre o EECA nos anos anteriores. Dizem que ela era zombada pelos alunos e até memso por funcionários, que não fazia NADA pra por ordem na escola, não punia infratores e já foi até fotografada dormindo no sofá da direção!  É bem verdade que a partir de 2013 essa escola deixou de ser tão mal falada e voltou a ser bem recomendada. E agora posso confirmar o que já havia ouvido antes, a melhora do EECA se deve a diretora que atualmente está lá! Essa soube restaurar a ordem! Poderia ensinar certo diretor de certa escola estadual que eu estudei por aí, está precisando de uns conselhos! Rs.

  • Os professores


Os professores são exatamente o que a gente espera de qualquer professor: sempre cansado mas sempre no pique. Não condensam as aulas, muito pelo contrário, estão sempre preocupados em nos passar o melhor conteúdo e preparar-nos para o Vestibular, não os vejo reclamando de desânimo ou desrespeito. Claro que as vezes rola um estresse, nós alunos acabamos nos empolgando na conversa e os professores tem que chamar a atenção, mas nada anormal como se era de costume presenciar na outra escola. Cada um com sua personalidade e características diferentes, os mestres prestam um apoio e carinho com os alunos que dá até gosto de fazer lição. Mesmo que seja aquelas lousas enormes da Maria do Carmo (rs). Mesmo que sejam aquelas contas loucas do Hassam ou pinturas malucas da Alice (que acabou de formar em Artes Cênicas, parabéns!!), os exercicios doídos da Prof de Ed. Física (amooo), enfim, são os típicos professores brasileiros: apesar dos PESARES, tá todo dia ali no batente dando o seu melhor e assim nos ajudando a sermos melhores.
Só um defeito que não se restringe á essa escola, ams á toda rede pública de ensino: sempre tem algum professor que falta e vem algum pra substituir ou então ficamos em aula vaga. Isso ocorre umas três vezes por semana. Tem professor substituto que parece fixo de tanto que substitui. Mas a qualidade da aula não cai. Tem uma característica dos professores que me deixa nos nervos e as vezes faz ter ataque de risos: fazer tempestade em copos d'água. Vi diversas vezes alguns professores darem um vasto sermão indignado na sala pelos alunos simplesmente se excederem um pouco no falatório. Eu sei que isso é de tirar qualquer professor do sério, mas quando eles dizem que estão pelas tampas, que é um absurdo, uma falta de respeito e etc eu penso comigo: "Se ele acha isso inadmissível, espera só ir dar um dia de aula no PEDRETTI!"! Da vontade de falar pro mestre fazer essa experiência só pra parar de ver cabelo em ovo. Certos professores não sabem o céu em que estão dando aula e a sorte que tem de não estar num Pedretti da vida. Enquanto lá o professor sofre bullyng e até é agredido fisicamente, no EECA o respeito na relação aluno-mestre EXISTE! NÃO SÓ NA TEORIA, MAS NA PRÁTICA! O docente pede silencio e sala fica quieta! Aí entramos no outro tópico:
  • Os alunos
O respeito dos alunos para com os professores, pelo menos na minha sala de aula, é de brilhar os olhos e encher o coração de esperança na juventude. Você pode até achar que estou exagerando, mas pra quem passou dois meses estudando no PEDRETTI, ver na sala de aula de adolescentes obedecendo com todo respeito os professores é realmente acalantador! Saindo um pouco da minha sala e expandindo também para as outras salas, todos os alunos que observo sempre no intervalo, que é quando a escola toda se reúne, percebe-se que ali é um microcosmo da sociedade brasileira: tem branco, negro, gay, hétero, emo, funkeiro, roqueiro, nerd, skatista, pobre, rico, piriguete, crente, gordo, magro, colorido, etc e etc.
Tem de tudo um pouco! E isso é bão demais, cara!! 

Claro que é óbvio que uma escola de centro deve ter essa diversidade, já que vem gente de tudo quanto é canto da cidade. mas o legal é reparar o quanto essa diversidade faz a escola como um todo ter a mente mais aberta e o preconceito não ser tão agressivamente gritante como é no Pedretti, é cada um na sua! Cada um no seu grupinho, cada um no seu estilo, no seu canto, cada m com sua vida e sem se meter na do outro! Isso mostra quanto a maturidade também é maior nessa do que na outra escola, mesmo os alunos sendo todos da mesma faixa etária, a diferença é que ali, de tanta gente, se fosse dilatar o preconceito seria um inferno. Acho também que por isso que meu impacto foi tão grande no Pedretti, quando estudava na ETEC estava acostumado á todo dia conversar com novas pessoas, vindas de vários lugares e cidades diferentes. De repente vou prum lugar onde é todo mundo do mesmo bairro, todo mundo acomodado e na mesma zona de conforto, quase criando ferrugem de tanto viver na mesmice. 

ATENÇÃO: em nenhum momento estou desdenhando do Pedretti aqui, não me arrependo de nem um segundo de vivência que tive lá, mas a comparação é inevitável. São duas escolas estaduais que abrigam a mesma faixa etária de alunos, os mesmos períodos e dependem do mesmo sistema. E ao mesmo tempo estão á milhas de distância no quesito qualidade. Qualidade de ensino, de ordem, de pessoas, de TUDO!

Não só falando do Pedretti, mas as outras escolas estaduais que abrigam as mesmas faixas etárias, citando Pedro Torres e Dom Lúcio como exemplo, também sofrem do mesmo. Enquanto no EECA a população de alunos são na mais vasta diversidade e mente aberta, nas outras parecem todos seguir um único pedrão e isso se estende até mesmo no modo de pensar. E outra coisa que reparei no EECA é que está tudo num ciclo de constante mudança, renovação. Não há aquela mesmice de sempre que há nas outras escolas, a rotina de viver á se adaptar com a cultura de desvalorização do ensino e glorificação da violência. VIOLÊNCIA, chegamos num fator que é importante comentar! Enquanto na outra escola essa era praticamente uma companheira do dia a dia pra todos que eramos obrigados á acostumarmos com, no EECA ela praticamente não existe. Nem verbal, nem física, nem entre os alunos e MUITO MENOS entre os funcionários. Outro dia disseram que iria haver uma briga na hora da saída, eu cheguei á ver aquele circulo que fazem pra ver as agressões acontecerem se formar, mas parece que não deu nada. Ninguém mexe com ninguém. No máximo tem umas fofocas, mas nada que se possar dizer "Oh, my Good!". Acredita que, até agora, eu não dei de toco com aquele que vive á me perseguir aonde quer que eu vá? Não só a mim, mas onde tem ser humano, lá está ele. Aquele que mais mal faz á humanidade. Aquele que na outra escola tinha aos montes e nessa até agora não senti nem o cheiro. Sabe quem? Sim, ele:


  • O Preconceito

Não vi. Sério. Nem com negro, nem com gay, nem com gordo, nem com nada. Bom, eu tenho uma consciência do que é preconceito, baseada nas vivências que tive com ele em minha vida, e segundo ela, nesse um mês e uma semana eu não detectei nenhuma expressão clara de real preconceito nessa escola. Até hoje. Mas isso eu digo tendo em vista a escola como um todo, já numa área mais restrita, como na minha sala de aula, muda um pouquinho de figura. A sala ali é dividida em panelinhas, como toda sala geralmente é. Só há um grupo do qual até hoje eu não tive nenhum tipo de relação, que um grupinho formado só por sexos masculinos. Amigas e colegas da sala vieram me falar que eles se dizem preconceituosos. Eu, Jorge Drew Fernando Alves Pinheiro Frigatto, em minha experiência de vida e observações que fiz nesse um mês e uma semana de vivência diária ali, pude chegar á uma conclusão sobre os ditos preconceituosos: não são. SE DIZER algo e realmente SER são duas coisas completamente diferentes. Quem é mesmo, não fica dizendo que é porque não precisa. Isso é coisa de quem quer ser mas não consegue ou acha que é por pura desinformação. Eu já lhe dei com um preconceituoso DE VERDADE e não foram poucas vezes, sei muito bem detectar um á milhas de distância. Sou macaco véio nesse quesito. Então posso dizer com toda certeza que esses meninos da minha sala que se dizem preconceituosos, na verdade, não são. Eles apenas não conhecem o ser humano, não entendem que nem todos os meninos acham que precisam ser devassos, gostar de rap ou sertanejo, ter como meta de vida um carro ou uma moto e ter no circulo de amizades mais meninas que meninos. Eles são apenas desinformados. O ser humano PRECONCEITUOSO de verdade é aquele que entende que o DIFERENTE é NORMAL, com direitos e deveres como qualquer outro, que tem sentimentos e família e é também um filho amado de Deus. E mesmo assim, tendo a consciência de tudo isso, ele agride e faz apologia ao ódio contra esse, pelo simples prazer de humilhar, de massacrar, de odiar. 
Eu posso entender o que é um preconceituoso, mas entender ele está longe, muito longe, das minhas faculdades mentais. 
  • O Ambiente

Sobre a higiene, estrutura e estética da escola, está tudo aprovado. Principalmente por ser uma escola muito antiga, muito antiga mesmo! Com aquela arquitetura belíssima que o prédio trás desde os tempos em que foi um Convento, tudo muito bonito e confortável. Tem um subterrâneo que é muito sinistro, no sentido "da hora" da palavra, rs, mas tudo muito limpo e bem cuidado. Nada depredado, nada de comida e embalagens de produtos jogadas aos montes pelo pátio, nada disso. Pelo menos no período da Manhã. As dias da limpeza, da merenda e inspetoras são umas fofas e estão de parabéns quanto á execução de suas funções. São muito simpáticas e cuidadosas com nós alunos. Uma coisa linda dessa escola é que todos repeitam a regra que nenhuma outra escola estadual da cidade respeita: usar o uniforme diariamente. Se não estiver de uniforme, não entra. As "tias" são rígidas nesse assunto, até se algum aluno vem com uma calça que não é a da escola, elas pegam no estoque alguma bermuda do uniforme e o fazem usar ela por cima de sua calça até dar o horário de ir embora. É muito engraçado e comum ver os meninos andando assim pela escola. Eu acho muito digno usar o uniforme e é até uma questão de inteligência né, pois isso não fará bem apenas á imagem da escola, mas também nos ajudará á economizar nossas roupas! No Pedretti os alunos aparece 7h da manhã vestidos como quem vai pra balada, pra Ópera ou pro baile funk. Lá tem essa regra de usar o uniforme, mas como todas as outras regras de lá, não é dada a mínima importância. meus parabéns ás inspetoras do EECA, essas sim sabem dar atenção ao que realmente é importante pra escola, não priorizam bobagens como implicar com o aluno por ele escovar os dentes na escola. E fora que o uniforme é LINDO! Eu adoro!!

Depois dessas observações, podemos juntos chegar á conclusão que responderá a pergunta: Qual a anormalidade que muitos acusam essa escola de ter e que contradiz com a faixada herdade do século XX, na qual diz "Escola Normal"? Que anormalidade é essa que faz tantos e tantos repetirem a frase "Que de normal nada tem!".
A anormalidade do EECA está no fato dessa escola ser exatamente o que se deve esperar de uma instituição de ensino normal. Mas não o normal que se estabilizou em todas as outras escolas públicas da cidade, onde predomina a cultura da desvalorização do ensino e glorificação da violência, desse "normal" o EECA passa reto. O normal do EECA é ser uma escola perfeitamente confortável e recomendável. Dá até pra comparar com escola particular ou técnica. E é esse normal dela que á torna anormal diante as outras escolas de Botucatu: ela foge do padrão de ser "escola-cadeia" pra ser ESCOLA, e nada mais. A anormalidade do EECA é ela ser perfeitamente normal num tempo e numa cidade onde nenhuma escola mais é normal, desde que falemos das instituições públicas. Se isso se deve á atual diretora ou algum outro fator, eu não sei, só entrei esse ano ali, mas posso garantir outro fator que á faz ser "anormal": a gente acorda 6h da matina com vontade de ir pra lá! É a primeira escola em que eu não torço pra hora da saída chegar logo e acordo no pique pra ir! Mesmo chegando atrasado quase todo dia, rs, juro que acordo numa vontade de ir que impressiona. 

ATENÇÃO: tudo o que eu disse, foi com base nas vivências que eu tive nessa escola apenas nos períodos dde manhã! Nunca estudie á noite ou a tarde ali, então não disse e nem direi nada sobre esses períodos. Só sei que de manhã é assim:
Sem violencia, desrespeito ou bullyng, essa escola colhe os louros de ser a mais popular da cidade, sendo vítima sempre de exageros da boca do povo, nunca fugirá do ditado: "Escola normal que de normal nada tem." 
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