sábado, 12 de setembro de 2015

A VIOLÊNCIA EM GERAL - Redação dissertativa pronta! Por Jorge Drew Fernando

Para um trabalho de Língua Portuguesa exigido pela professora que rege tal matéria na escola EECA, fiz uma redação, bem ás pressas, mas expressando minha visão sobre o tema VIOLÊNCIA EM GERAL.


Quando ouvimos essa palavra, a primeira coisa que vem á mente é dizer que ela é uma desgraça, um mal que dizima a sociedade e que não deve existir ou ser propagada em hipótese alguma. De fato, é verdade. Mas nós nos contradizemos muito em relação á esses nossos argumentos, já que diversas vezes é possível que nos peguemos dizendo "Nesse caso, use a força bruta!", "Eu vou conseguir nem que seja a força", "Chame a polícia pra resolver" e várias vezes em que fazemos necessária a mesma violência que dissemos não ser. E isso não faz dela menos desnecessária, muito pelo contrário. Mas se não fosse uma, não teria a outra. Para entender melhor, leia a seguir a redação DE MINHA AUTORIA e comente se entender e concordar e se não concordar também, por favor!

A violência que se faz necessária sem deixar de não ser.

Todo e qualquer tipo de violência é desnecessária, já que estamos num estágio da vida em que o ser humano já não precisa da força para se comunicar e pode usufruir plenamente da racionalidade para se entender com seus demais. Essa é a teoria. Na prática, a existência humana, para manter-se controlada, vai sempre necessitar de usar todos os mecanismos disponibilizados ao homem, inclusive o de ser violento. 

Pois, mesmo sendo confortável lembrar que muitas pessoas possuem o senso de civilidade, não se pode ignorar o fato de que outra grande parte delas, talvez em quantidade ainda maior, são o oposto. E, principalmente, necessário lembrar que mesmo as pessoas mais pacíficas, hora ou outra, acabam tropeçando em suas faculdades mentais e tendo extremos atos de impulso, ataque ou contra-ataque, desequilíbrio. 

Aí que certa violência faz-se necessária. Quando dois vizinhos resolvem decidir no braço quem é o dono da lixeira e os demais moradores tem de intervir para evitar uma tragédia na rua. Quando vários cidadãos, numa revolta coletiva para com a corrupção e a injustiça do seu país, resolvem quebrar locais públicos como forma de protesto ou fazer justiça com as próprias mãos: a polícia deve se posicionar e, para conter tanta fúria, não resta outra alternativa a não ser a força bruta. 

Ou até mesmo no caso mais simples, como uma briga entre duas pessoas dentro de um lugar público, os responsáveis pela segurança precisam segurar cada um com firmeza e afastá-los um do outro, até expulsá-los do local. Violência usada para acabar com ela mesma e restaurar a paz.  São casos que necessitam de solução e a conversa e o entendimento já não são mais eficazes, então a violência faz-se necessária sem deixar de não ser, já que as duas primeiras alternativas poderiam resolver tudo se bem usadas.

Para violência desnecessária deixar de ser precisa em muitos momentos, é urgente que os seres humanos aprendam a usar com sabedoria a diplomacia, o discernimento e a racionalidade para se entenderem. 


Essa é a redação original e única que fiz e entreguei para a professora, sem tirar ou acrescentar sequer uma letra. Fica aí pra quem quiser, para a posteridade...  

domingo, 6 de setembro de 2015

Um tesouro de lugar: Convento Servas Senhor de BOTUCATU!

Jorge Drew retorna ao lugar que marcou sua infância e a de muita gente de Botucatu! 
Um lugar lindo que vale a pena conhecer!
O Convento Servas Senhor:



"Para cada momento,um lugar
Para cada lugar,uma época
Para cada época,uma saudade
Para cada saudade, um ser."
Aidran Tybel.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

TIETA DO AGRESTE - AUTO BIOGRAFIA

Para um trabalho de Literatura da escola, Jorge Drew faz uma interpretação de Tieta do Agreste, onde a pastora de cabras fruto da tentação de Jorge Amado, conta sua própria história de vida! Imperdível

Confira dando play aqui:

sábado, 6 de junho de 2015

EECA: A anormalidade da "Escola Normal"

A escola que trás em sua faxada o titulo de "Escola Normal" e em sua fama o ditado que diz "que de normal não tem nada", agora conta com a minha presença diária nela. 

E eu, claro, como autêntico e insuportável curioso, fui atrás de saber qual essa ANORMALIDADE toda que tantos falam que a escola tem e contradiz com sua faxada herdade do século passado. E não é que eu detectei mesmo? Descobri o que o EECA tem que não á permite fazer jus ao título! E vou te contar! Mas antes, vamos entender como fui parar ali...


Dessa vez eu não cometerei o erro de falar equivocadamente da nova escola em que estou estudando, como quando postei um texto aqui falando do Pedretti tendo apenas uma semana de vivência lá. Dessa vez, já é um mês e uma semana completos de uma rotina diária na Escola Estadual Cardoso de Almeida. Tempo o suficiente para observar, detectar e perceber muita coisa. Uma escola influente e famosa na cidade, talvez a mais famosa, algo que é inquestionável é o fato de ser a escola mais popular de Botucatu e a queridinha dos adolescentes. Não havia um colega das minhas turmas do Ensino Fundamental que não revelasse hora ou outra o seu desejo de estudar ali, isso se já não tivesse estudado. Todo mundo sempre tina um amigo ou uma amiga de lá e sempre quem estudasse lá era "TOP". Pré adolescência, rs...
Mas isso não vem da minha época não, viu? Muitas pessoas mais velhas já me contaram que, no passado, o EECA era a escola mais disputada da cidade, mais até que a ETEC!
Desbancava o La Salle! Sim, filhos de médicos e advogados lutavam para conseguir uma vaga ali. Muitos professores meus se formaram lá e falam com um orgulho saudosista, sempre recomendando-a. Porém, junto a essa boa fama, também ouvia MUITOS comentários ruins que alegavam haver anarquia e muita confusão ali. Um vídeos de duas alunas da escola brigando na frente dela caiu na NET e reforçou ainda mais a fama de escola ruim e igualaram ás outras estaduais que temos pela cidade. Eis o vídeo, horrível por sinal:

Ta, eu admito, dei risada assistindo. Mas se fosse um funcionário dessa escola, ao invés de rir, iria chorar de tanta vergonha. Micos como esse enfeiam a imagem da instituição e á deixam mal falada, como deixou. 

Com isso e com minha entrada na ETEC, a fantasias com o EECA se encerraram. Muito pelo contrário, pensaria que jamais na minha vida viria estudar ali. Quando tive que sair do Pedretti e escolher alguma escola, estava traumatizado com as escolas estaduais e nessas horas a gente generaliza demais, então pra mim eram todas uma bosta. Eu tava na cabeça que iria para alguma escola pública ficar até conseguir uma bolsa em alguma particular ou um emprego mesmo pra com meu salário pagar a mensalidade e "zarpar". Estava decidindo entre Pedro Torres, Dom Lúcio e o EECA. Como as duas primeiras são longe de casa, aderi a ultima opção. 
Fui com essa ideia na cabeça, de que seria apenas um tapa buraco até conseguir uma escola particular. E, olha, corri atrás de todas as escolas particulares de Botucatu, até voltar pro Tyto Alba eu tentei! Eu sei que, se tivesse persistido mais, teria conseguido com êxito. Mas algo de inesperado aconteceu: eu me apaixonei pela escola! Logo nos primeiros dias eu me senti como na escola dos sonhos. Tudo o que eu vi no primeiro dia no Pedretti  eu não vi em um mês no EECA! Mas não fui tirando conclusões precipitadas, deixei o tempo passar pra chegar em algum conceito concreto sobre.

O primeiro dia já dedurou uma forte característica dos estudantes de lá: chegar e ir embora na mesma hora, caso o número de alunos seja reduzido. E de fato, no dia anterior havia acontecido o show do Gustavo Lima na cidade, a galera estava de ressaca, se eu tivesse ido no show também não iria pra escola não, rs. Cheguei e fui embora com a minha amiga da qual eu ia junto todos os dias pra escola, Andreza Dias.
Sim, a mesma que também saiu da ETEC e foi pro Pedretti junto comigo, foi pro EECA também! E olha que eu nem sabia, só fui ficar sabendo que ela também está lá um dia antes de fazer a mudança! Foi muito engraçado quando descobrimos que mudamos juntos de novo e pelos mesmos motivos e pro mesmo destino! Companheiros de divação é assim, mesmo quando se separam, o destino une de novo! Bjs recalque. (rs).

Nos dias seguintes, aula normal em todos, tive a constante alegria de reencontrar bastante gente conhecida da qual não via á tempos! Gente que estudou comigo na pré escola, no fundamental, no ensino médio, gente que conheci em outras ocasiões, enfim, muita alegria em reencontrar várias pessoas! No intervalo eu tinha companhia sempre, mas na sala de aula eu já ficava mais isolado. Já havia me entrosado com umas meninas, como a ANA e a Camila, mas não tinha assunto sempre. Aproveitava pra ficar observando.
Claro, se não tivesse os constantes passeios pelos corredores não seria eu. E bate papo com as "tias", os prof's, a coordenação, etc. O tempo foi passando e naturalmente fui me enturmando, me adaptando, me soltando. Até um debate sobre o preconceito para com cotistas em uma palestra sobre faculdade para os terceiros anos eu puxei, rs. Esse debate foi o start pra finalmente achar a minha turma ali: a "turma do fundão"! O Belo, a Ana, o Gabriel, a Lauren, o Pedro, o Adrian (Norbertinho), o João, enfim, turma que me acolheu de braços abertos e adotaram pra dividir risadas e estudos. E quantas risadas! Ainda não tiramos fotos juntos, quando tirar prometo que posto, mas olha como esses insuportáveis me deixam:

Essas fotos que tiram da gente sem a gente saber são o que mais denunciam os amigos sacanas! Rs.

Já se passou um mês e uma semana de vivência no EECA. E em todo esse tempo de percepções, observações e analises, eu descobri qual a anormalidade que essa escola possui e a faz contradizer com sua faixada. Para chegar nela, eu baseei minha pesquisa em importantes tópicos que se devem levantar para saber da real situação que se encontra um lugar. Vamos á eles:

  •  A direção e a ordem.
Já percebi a agilidade da diretora quando fui fazer o pedido de transferência. Eu cheguei a falei que gostaria de fazer e ela acionou as funcionárias responsáveis e pronto. Pá, pum! Direta e reta, do jeito que eu gosto!  No decorrer do tempo eu fui percebendo que ela é muito respeitada entre os alunos e funcionários e muito competente na tarefa de botar ordem na escola. Ocorreu uma infração no dia 15/05 lá que repercutiu na cidade toda, em que um aluno de 15 anos botou fogo na classe sem querer. Não foi um incêndio, mas dizem que fez fumaça e uma menina passou mal. Nos jornais dizem que foi um Deus nos acuda, mas eu que estava lá no dia, em minha sala de aula não tão distante da sala em que ocorreu o fato, sinceramente, não vi nada disso. O cheiro sequer chegou no corredor e eu só fiquei sabendo porque uns alunos comentaram. Eu até sai pra fora da sala pra ver como estava, mas não vi nada além de adolescentes nos corredores conversando. Na saída vi dois policiais conversando com a diretora. Pronto, só isso. Não teve correria, gritos e pânico como muitos dizem. Foi tudo controlado e acalmado como deve ser e os alunos devidamente punidos. Isso foi o que mais me encantou na direção: eles punem os alunos infratores na exata medida que pede o que eles cometem. Coisa que na escola anterior que eu estudava não há. Só isso dá uma diferença enorme na questão segurança e qualidade. Enquanto na outra quem comanda são os alunos e a anarquia reina, nessa nós podemos suspirar de tranquilidade, de fato focar nos estudos e sentir-nos dentro de uma verdadeira ESCOLA e não em uma CADEIA.
 Essa diretora soube restabelecer a ordem nessa escola! Digo isso porque, segundo muitos relatos de conhecidos meus que estudaram ali na época em que era outra diretora, a escola era uma verdadeira ZONA antes. A atual entrou em 2013 para substituir uma que eu não cheguei a conhecer mas quem conheceu garante que ela foi a responsável pela péssima fama de escola violenta e desordenada que caiu sobre o EECA nos anos anteriores. Dizem que ela era zombada pelos alunos e até memso por funcionários, que não fazia NADA pra por ordem na escola, não punia infratores e já foi até fotografada dormindo no sofá da direção!  É bem verdade que a partir de 2013 essa escola deixou de ser tão mal falada e voltou a ser bem recomendada. E agora posso confirmar o que já havia ouvido antes, a melhora do EECA se deve a diretora que atualmente está lá! Essa soube restaurar a ordem! Poderia ensinar certo diretor de certa escola estadual que eu estudei por aí, está precisando de uns conselhos! Rs.

  • Os professores


Os professores são exatamente o que a gente espera de qualquer professor: sempre cansado mas sempre no pique. Não condensam as aulas, muito pelo contrário, estão sempre preocupados em nos passar o melhor conteúdo e preparar-nos para o Vestibular, não os vejo reclamando de desânimo ou desrespeito. Claro que as vezes rola um estresse, nós alunos acabamos nos empolgando na conversa e os professores tem que chamar a atenção, mas nada anormal como se era de costume presenciar na outra escola. Cada um com sua personalidade e características diferentes, os mestres prestam um apoio e carinho com os alunos que dá até gosto de fazer lição. Mesmo que seja aquelas lousas enormes da Maria do Carmo (rs). Mesmo que sejam aquelas contas loucas do Hassam ou pinturas malucas da Alice (que acabou de formar em Artes Cênicas, parabéns!!), os exercicios doídos da Prof de Ed. Física (amooo), enfim, são os típicos professores brasileiros: apesar dos PESARES, tá todo dia ali no batente dando o seu melhor e assim nos ajudando a sermos melhores.
Só um defeito que não se restringe á essa escola, ams á toda rede pública de ensino: sempre tem algum professor que falta e vem algum pra substituir ou então ficamos em aula vaga. Isso ocorre umas três vezes por semana. Tem professor substituto que parece fixo de tanto que substitui. Mas a qualidade da aula não cai. Tem uma característica dos professores que me deixa nos nervos e as vezes faz ter ataque de risos: fazer tempestade em copos d'água. Vi diversas vezes alguns professores darem um vasto sermão indignado na sala pelos alunos simplesmente se excederem um pouco no falatório. Eu sei que isso é de tirar qualquer professor do sério, mas quando eles dizem que estão pelas tampas, que é um absurdo, uma falta de respeito e etc eu penso comigo: "Se ele acha isso inadmissível, espera só ir dar um dia de aula no PEDRETTI!"! Da vontade de falar pro mestre fazer essa experiência só pra parar de ver cabelo em ovo. Certos professores não sabem o céu em que estão dando aula e a sorte que tem de não estar num Pedretti da vida. Enquanto lá o professor sofre bullyng e até é agredido fisicamente, no EECA o respeito na relação aluno-mestre EXISTE! NÃO SÓ NA TEORIA, MAS NA PRÁTICA! O docente pede silencio e sala fica quieta! Aí entramos no outro tópico:
  • Os alunos
O respeito dos alunos para com os professores, pelo menos na minha sala de aula, é de brilhar os olhos e encher o coração de esperança na juventude. Você pode até achar que estou exagerando, mas pra quem passou dois meses estudando no PEDRETTI, ver na sala de aula de adolescentes obedecendo com todo respeito os professores é realmente acalantador! Saindo um pouco da minha sala e expandindo também para as outras salas, todos os alunos que observo sempre no intervalo, que é quando a escola toda se reúne, percebe-se que ali é um microcosmo da sociedade brasileira: tem branco, negro, gay, hétero, emo, funkeiro, roqueiro, nerd, skatista, pobre, rico, piriguete, crente, gordo, magro, colorido, etc e etc.
Tem de tudo um pouco! E isso é bão demais, cara!! 

Claro que é óbvio que uma escola de centro deve ter essa diversidade, já que vem gente de tudo quanto é canto da cidade. mas o legal é reparar o quanto essa diversidade faz a escola como um todo ter a mente mais aberta e o preconceito não ser tão agressivamente gritante como é no Pedretti, é cada um na sua! Cada um no seu grupinho, cada um no seu estilo, no seu canto, cada m com sua vida e sem se meter na do outro! Isso mostra quanto a maturidade também é maior nessa do que na outra escola, mesmo os alunos sendo todos da mesma faixa etária, a diferença é que ali, de tanta gente, se fosse dilatar o preconceito seria um inferno. Acho também que por isso que meu impacto foi tão grande no Pedretti, quando estudava na ETEC estava acostumado á todo dia conversar com novas pessoas, vindas de vários lugares e cidades diferentes. De repente vou prum lugar onde é todo mundo do mesmo bairro, todo mundo acomodado e na mesma zona de conforto, quase criando ferrugem de tanto viver na mesmice. 

ATENÇÃO: em nenhum momento estou desdenhando do Pedretti aqui, não me arrependo de nem um segundo de vivência que tive lá, mas a comparação é inevitável. São duas escolas estaduais que abrigam a mesma faixa etária de alunos, os mesmos períodos e dependem do mesmo sistema. E ao mesmo tempo estão á milhas de distância no quesito qualidade. Qualidade de ensino, de ordem, de pessoas, de TUDO!

Não só falando do Pedretti, mas as outras escolas estaduais que abrigam as mesmas faixas etárias, citando Pedro Torres e Dom Lúcio como exemplo, também sofrem do mesmo. Enquanto no EECA a população de alunos são na mais vasta diversidade e mente aberta, nas outras parecem todos seguir um único pedrão e isso se estende até mesmo no modo de pensar. E outra coisa que reparei no EECA é que está tudo num ciclo de constante mudança, renovação. Não há aquela mesmice de sempre que há nas outras escolas, a rotina de viver á se adaptar com a cultura de desvalorização do ensino e glorificação da violência. VIOLÊNCIA, chegamos num fator que é importante comentar! Enquanto na outra escola essa era praticamente uma companheira do dia a dia pra todos que eramos obrigados á acostumarmos com, no EECA ela praticamente não existe. Nem verbal, nem física, nem entre os alunos e MUITO MENOS entre os funcionários. Outro dia disseram que iria haver uma briga na hora da saída, eu cheguei á ver aquele circulo que fazem pra ver as agressões acontecerem se formar, mas parece que não deu nada. Ninguém mexe com ninguém. No máximo tem umas fofocas, mas nada que se possar dizer "Oh, my Good!". Acredita que, até agora, eu não dei de toco com aquele que vive á me perseguir aonde quer que eu vá? Não só a mim, mas onde tem ser humano, lá está ele. Aquele que mais mal faz á humanidade. Aquele que na outra escola tinha aos montes e nessa até agora não senti nem o cheiro. Sabe quem? Sim, ele:


  • O Preconceito

Não vi. Sério. Nem com negro, nem com gay, nem com gordo, nem com nada. Bom, eu tenho uma consciência do que é preconceito, baseada nas vivências que tive com ele em minha vida, e segundo ela, nesse um mês e uma semana eu não detectei nenhuma expressão clara de real preconceito nessa escola. Até hoje. Mas isso eu digo tendo em vista a escola como um todo, já numa área mais restrita, como na minha sala de aula, muda um pouquinho de figura. A sala ali é dividida em panelinhas, como toda sala geralmente é. Só há um grupo do qual até hoje eu não tive nenhum tipo de relação, que um grupinho formado só por sexos masculinos. Amigas e colegas da sala vieram me falar que eles se dizem preconceituosos. Eu, Jorge Drew Fernando Alves Pinheiro Frigatto, em minha experiência de vida e observações que fiz nesse um mês e uma semana de vivência diária ali, pude chegar á uma conclusão sobre os ditos preconceituosos: não são. SE DIZER algo e realmente SER são duas coisas completamente diferentes. Quem é mesmo, não fica dizendo que é porque não precisa. Isso é coisa de quem quer ser mas não consegue ou acha que é por pura desinformação. Eu já lhe dei com um preconceituoso DE VERDADE e não foram poucas vezes, sei muito bem detectar um á milhas de distância. Sou macaco véio nesse quesito. Então posso dizer com toda certeza que esses meninos da minha sala que se dizem preconceituosos, na verdade, não são. Eles apenas não conhecem o ser humano, não entendem que nem todos os meninos acham que precisam ser devassos, gostar de rap ou sertanejo, ter como meta de vida um carro ou uma moto e ter no circulo de amizades mais meninas que meninos. Eles são apenas desinformados. O ser humano PRECONCEITUOSO de verdade é aquele que entende que o DIFERENTE é NORMAL, com direitos e deveres como qualquer outro, que tem sentimentos e família e é também um filho amado de Deus. E mesmo assim, tendo a consciência de tudo isso, ele agride e faz apologia ao ódio contra esse, pelo simples prazer de humilhar, de massacrar, de odiar. 
Eu posso entender o que é um preconceituoso, mas entender ele está longe, muito longe, das minhas faculdades mentais. 
  • O Ambiente

Sobre a higiene, estrutura e estética da escola, está tudo aprovado. Principalmente por ser uma escola muito antiga, muito antiga mesmo! Com aquela arquitetura belíssima que o prédio trás desde os tempos em que foi um Convento, tudo muito bonito e confortável. Tem um subterrâneo que é muito sinistro, no sentido "da hora" da palavra, rs, mas tudo muito limpo e bem cuidado. Nada depredado, nada de comida e embalagens de produtos jogadas aos montes pelo pátio, nada disso. Pelo menos no período da Manhã. As dias da limpeza, da merenda e inspetoras são umas fofas e estão de parabéns quanto á execução de suas funções. São muito simpáticas e cuidadosas com nós alunos. Uma coisa linda dessa escola é que todos repeitam a regra que nenhuma outra escola estadual da cidade respeita: usar o uniforme diariamente. Se não estiver de uniforme, não entra. As "tias" são rígidas nesse assunto, até se algum aluno vem com uma calça que não é a da escola, elas pegam no estoque alguma bermuda do uniforme e o fazem usar ela por cima de sua calça até dar o horário de ir embora. É muito engraçado e comum ver os meninos andando assim pela escola. Eu acho muito digno usar o uniforme e é até uma questão de inteligência né, pois isso não fará bem apenas á imagem da escola, mas também nos ajudará á economizar nossas roupas! No Pedretti os alunos aparece 7h da manhã vestidos como quem vai pra balada, pra Ópera ou pro baile funk. Lá tem essa regra de usar o uniforme, mas como todas as outras regras de lá, não é dada a mínima importância. meus parabéns ás inspetoras do EECA, essas sim sabem dar atenção ao que realmente é importante pra escola, não priorizam bobagens como implicar com o aluno por ele escovar os dentes na escola. E fora que o uniforme é LINDO! Eu adoro!!

Depois dessas observações, podemos juntos chegar á conclusão que responderá a pergunta: Qual a anormalidade que muitos acusam essa escola de ter e que contradiz com a faixada herdade do século XX, na qual diz "Escola Normal"? Que anormalidade é essa que faz tantos e tantos repetirem a frase "Que de normal nada tem!".
A anormalidade do EECA está no fato dessa escola ser exatamente o que se deve esperar de uma instituição de ensino normal. Mas não o normal que se estabilizou em todas as outras escolas públicas da cidade, onde predomina a cultura da desvalorização do ensino e glorificação da violência, desse "normal" o EECA passa reto. O normal do EECA é ser uma escola perfeitamente confortável e recomendável. Dá até pra comparar com escola particular ou técnica. E é esse normal dela que á torna anormal diante as outras escolas de Botucatu: ela foge do padrão de ser "escola-cadeia" pra ser ESCOLA, e nada mais. A anormalidade do EECA é ela ser perfeitamente normal num tempo e numa cidade onde nenhuma escola mais é normal, desde que falemos das instituições públicas. Se isso se deve á atual diretora ou algum outro fator, eu não sei, só entrei esse ano ali, mas posso garantir outro fator que á faz ser "anormal": a gente acorda 6h da matina com vontade de ir pra lá! É a primeira escola em que eu não torço pra hora da saída chegar logo e acordo no pique pra ir! Mesmo chegando atrasado quase todo dia, rs, juro que acordo numa vontade de ir que impressiona. 

ATENÇÃO: tudo o que eu disse, foi com base nas vivências que eu tive nessa escola apenas nos períodos dde manhã! Nunca estudie á noite ou a tarde ali, então não disse e nem direi nada sobre esses períodos. Só sei que de manhã é assim:
Sem violencia, desrespeito ou bullyng, essa escola colhe os louros de ser a mais popular da cidade, sendo vítima sempre de exageros da boca do povo, nunca fugirá do ditado: "Escola normal que de normal nada tem." 
Concorda comigo? Deixe seu comentário, seja ele qual for!  
 JrorgeDrew&Você!
O blog que tem cada vez mais a sua cara ;-)

domingo, 19 de abril de 2015

Minha Lista DUBSMASH!

Me rendi de vez á essa brincadeira que viralizou na INTERNET em todo o mundo e até as maiores celebridades já caíram! 
O DUBSMASH é um aplicativo de celular que permite o usuários fazer dublagens de falas clássicas de filmes, novelas, músicas, virais, etc. 



Muitos amigos já fizeram e agora eu fiz os meus!! E muito gostoso e engraçado! Mais uma descontraçãozinha que o mundo viciou! Agora olha aí, a minha lista DUBSMASH! Heheheheheh


"Pobreza Pega!"
Quando baixa Bia Falcão na bixa e ela se sente A RICA!!

"Muleque gostoso!"
Bixa assanhada!!

"Que velha safada!"
Mais assanhada que a bixa é aquela VELHA SAFADA!

"SAPATONAS"
Quando avisto aqueles nº44 e na hora sinto aquele cheiro...

"O que que voce vai fazer sua múmia?!"
"Quando pego a véia fazendo véice"



"NÃO VIU NADA!!!"
Pra quem acha que já viu de tudo da parte da bee aqui!!
HAHAHAHAHAHHAHAAHAHA

Eaí, curtiu? Breve tem mais... bjs!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Carta ao Professor José Pedretti Neto.

Botucatu, 11 de Abril de 2015.

Saudações ao educador, jornalista e escritor que fez história em Botucatu, tanto que uma Instituição de Ensino foi batizada com o seu próprio nome, o Professor José Pedretti Neto. E é para falar sobre "sua" escola que lhe escrevo hoje. Sobre minha vivência nela, o que ela me proporcionou aprender, viver, entender e levar como lição pra vida toda. Só mando um recado aos que forem ler essa carta pessoal: assim como a José Pedretti neto, essa não é para os fracos de coração não! Rs.

Antes de qualquer coisa, eu queria que o senhor soubesse que sua escola, no quesito funcionários, está muito, mas muito bem servida! Funcionários que vão desde Diretor até faxineiras, todos muito bons profissionais e excelentes pessoas! Não é de meu fetiche citar nomes, pois sempre esqueço um nome e não fica legal, mas uma pessoa eu tenho a obrigação de citar sim! Uma pessoa que foi uma grande amiga minha dentro da escola, pude contar com ela em todos os segundos ali dentro, me ajudou bastante, foi acolhedora, amorosa e mais mil virtudes das coisas seria impossível numerar! Ela é a Professora Mediadora da José Pedretti Neto, tem muito cuidado e profissionalismo em tudo o que faz e é muito amiga de todos os alunos, essa é a Ester! Juntamente com a Viviane, que é coordenadora e também se encaixa nessa lista de características que citei anteriormente, essas duas dão uma aula de dinamismo e competência. Sou muito, mas muito feliz de poder ter encontrado vocês nessa minha jornada e levar pra vida toda. Dos alunos, são muitas e muitas pessoas queridas que me ajudaram de alguma forma e que levarei sempre em meu coração, mas em especial posso destacar a sala em que estudei na segunda vez que ali passei: o 2ºA! Principalmente os meninos! Como o Marcelo, o Lucas, o Mateus, o Renan, o Amon, o Tiago.. TODOS! Eu não poderia ter caído numa sala melhor! Realmente, foi a melhor sala que poderia ter caído nessa minha segunda jornada no Pedretti. Até os professores já nomearam como a melhor da escola. E os professores? Ah.. esses são outros grandes companheiros que tenho muita felicidade de ter trocados conversas e levarei as amizades pro resto da vida. O professor Rafael, Marcelo, Juliano, Isabel, Ligia, Rá, Eliana, etc. Pessoas e profissionais incríveis! Obrigado por tudo! Á todos vocês, pelo carinho, acolhimento e apoio! Muito obrigado do fundo do coração e "énóis" pra vida toda =D



Juntando a primeira com a segunda vez em que estudei nesta escola, pode-se dizer que tive uma vivência de 1 ano e quatro meses. 1 ano e dois meses da primeira vez, com 11/12 anos, e dois meses em 2015 com 17 anos. É sobre essa última vez que quero lhe falar, pois foi a mais recente, que mais me marcou e experiências inesquecíveis vivi. Incluindo a de poder voltar a enxergar uma realidade da qual há tempos já havia esquecido. Eu não vivia ela, não dependia dela, então simplesmente ignorava. Sabia que existia, mas ignorava. Como quem diz "Não tenho nada a ver com isso, não é problema meu!". No tempo em que passei longe do Pedretti, estudei em escola particular, municipal e técnica. Cada uma com uma realidade diferente, mas há anos luz de distância da em que se encontra a sua. No quesito qualidade, ordem e reputação. Na verdade, o Pedretti é só mais uma das várias escolas em que se encontram numa situação triste de desleixo e desvalor. Todas as escolas públicas encontram-se nesse estado, mas foi no Pedretti que eu percebi isso na base da vivência. A partir do momento em que eu me vi dependente da educação pública estadual, já que tive que me matricular na sua escola, notei o quão importante seria se a maior parte da população, principalmente os "poderosos" e os privilegiados que dela não dependem, se importassem, enxergassem ela. A parcela da sociedade que não precisa da educação pública faz questão não só de lembrar disso, como também desdenhar. Não notar que seus alunos também são seres humanos, tem sentimentos e cabeças que podem tornar grandes médicos, advogados, prefeitos, governadores, etc. Mas, o pior, é que trata-se de um triste TOMA-LA-DA-CA de desanimação: quem está lá dentro também já desistiu. Dentro da sua escola, pra qualquer aluno que eu perguntasse, a resposta seria a mesma quanto ao estar ali: "Não gosto, mas é o que tem! É ruim, é péssimo, é uma b*, eu vou mudar daqui e ir pruma melhor!". E essa promessa nunca se concretiza. Depois de tempos pergunto: "Por que você não mudou de escola já que não gosta daqui?" e vem qualquer desculpa como resposta. Isso faz parte da característica do ser humano, de reclamar mas continuar num lugar e numa situação simplesmente por estar em zona de conforto. Mas isso é uma discussão socióloga que a gente discute em outra oportunidade. O fato é que, em todo esse tempo em que estudei na sua escola, Professor Pedretti, pude entender que o problema da Educação Pública é o desânimo de quem poderia mudá-la mas já não enxerga solução! Não é dos diretores e coordenadores de cada instalação que falo, mas sim dos mais poderosos, dos que estão no governo mesmo. No Estado! Diretor não pode expulsar aluno que passa dos limites, não pode repetir de ano quem não alcança os objetivos ano letivo, não pode tomar nenhuma atitude mais drástica com os infratores porque o Estado não deixa! Assim as escolas estaduais vão ficando cada vez mais nas mãos de jovens infratores e marginais que implantam nela a cultura da desvalorização do ensino e glorificação da violência, sabendo que podem reinar pois o máximo que acontecerá é uma suspensão de três dias ou a escola chamar a polícia.  Mas se chamar a polícia, nada de grande acontecerá porque a lei protege o menor. Essa "bendita" impunidade sobre os menores! Outra extensíssima discussão pra outra hora. Como podemos perceber, são vários fatores, vários motivos, vários horrores. Cada um engloba uma circunstância que leva á uma extensa discussão e o poder está sempre nas mesmas mãos: governo.  Talvez eu tenha me equivocado e errado ao falar aqui no blog que grande culpa da de tudo era dos professores desanimados que condensam BEEEM suas aulas e chegam até a evitar certos trabalhos que exigem uma certa intelectualidade do aluno, prevendo que não são capazes. Isso é horrível, mas acontece, sim. Não todos os professores, claro. Mas há. Porém, eu tinha dito isso com apenas uma semana de vivência no Pedretti, muito cedo para se tomar qualquer conclusão. A matéria, que deu MUITO o que falar na época, você pode conferir na íntegra aqui:

http://jorgedrewfernandoevoce.blogspot.com.br/2015/02/minha-volta-ao-pedretti-grande-choque.html

O que percebi logo nos dois meses que se passaram é que, os docentes podem até estar desanimados, mas não á toa. A cultura de desvalorização do conhecimento e glorificação da violência que predomina ali é o que tira o ânimo de dar grandes aulas. Não é pra menos, né? E ela vem de alunos, alunos esses que compões 10% da escola. Uma minoria! Minoria que, infelizmente, ofusca, domina e desanda a instituição. Os bons alunos desanimam vendo que o professores desanimam vendo que os diretores e coordenadores desanimam com essas leis que protegem esses infratores que descontam na escola a raiva de uma vida miserável e desprovida de qualquer esperança devido um governo desleixado que só propaga a desigualdade social cada vez mais. Ufa! Viu que eu não pus nem vírgula? Pra ver quanta coisa engloba o real motivado da situação precária em que se encontra a Educação pública brasileira. E não só a Educação não, a Saúde também está um caos! Então, companheiros e companheiras, chegamos ao real vilão da história! Quem quiser mudar e ajudar de verdade, que se candidate á algum cargo de poder no Governo do Estado ou do Brasil e, se resistir e conseguir não cair na corrupção, lute com unhas e dentes para salvar nossas gerações de menos privilegiados que dependem do acesso público. Eu faço parte desses e , na hora certa, pretendo entrar nessa pra ajudar também. Enquanto isso, vou ajudando de outra forma. Mesmo que essa forma não tenha o poder de mudar muita coisa, vamos ajudar quem precisa, quem desses 90% dentro da escola querem uma boa educação e algo de valor.  No Grêmio Estudantil! Chapa Xeque Mate, fundada por mim e composta por mais doze integrantes que muito querem e podem ajudar, ela foi eleita a chapa oficial da Escola Pedretti com 255 votos dos alunos do período da manhã e da tarde!
255 votos contra 150 da concorrente! Aí entramos num outro assunto do qual eu muito quero dividir o senhor e com todo mundo: o porque que eu de denomino sobrevivente VITORIOSO da sua escola.

Demorou pra maioria das pessoas se acostumarem com a minha presença diária ali dentro. Mas com o tempo e graças ás muitas amizades que eu já tinha ali dentro, foram nascendo novos vínculos, fui me aproximando da galera e logo já tinha a simpatia, o conhecimento de 90% da escola. Claro, aquela minoria, cujo vou chamar por "10%", não foi com minha cara e me perseguiu já desde o primeiro dia. Eu aturei bastante até os gritos de "Viado! Boiola!" toda vez que eu passava. 

Me vi com medo de sair na rua, de ir pra escola, de tudo. Mas isso foi quebrado e o meu orgulho restaurado com uma atitude que os 90% da escola tiveram e muito me alegrou! Uma atitude que mostrou o quão aceito e querido eu sou pela maioria, o quão insignificante é essa minoria e como o progresso está mais perto do que imaginamos!


Votaram em mim! Mesmo concorrendo com uma pessoa que é MUITO querida e popular na escola ha anos, mesmo tendo sendo perseguido pelas minorias e fugindo do estereótipo que todos ali estavam acostumados, eu fui O MAIS VOTADO nas eleições do Grêmio Estudantil e VENCI! VITÓRIA!

Fui eleito pela maioria das pessoas como o Presidente do Grêmio! Sem dúvidas, isso foi uma vitória sobre o preconceito dos 10% e uma prova de carinho da maior parte dos alunos da José Pedretti Neto! Claro que o time de peso que faz parte da minha chapa do Grêmio Estudantil ajudou bastante, mas se eu realmente fosse visto com maus olhos devido a minha personalidade ali dentro, a chapa não teria ganho! E venceu com 255 votos ante 150 da outra chapa! Uma diferença de 105 votos! Muito obrigado á todos que votaram e garanto que não irão se decepcionar! Após isso, as amizades só se consagraram ainda mais. Me sentia muito acolhido e querido ali dentro, por parte dos alunos e dos funcionários. 
E em suas maiorias! Era assim também na Industrial, a maioria era composta de queridos amigos e colegas. Mas, assim como lá também, aqui no Pedretti a minoria não se contentou e continuou á perseguir. Teve uma vez em que eu tive que sair mais cedo da escola, perdendo as duas últimas aulas, porque o diretor recebeu uma ligação anônima de uma pessoa que teria ouvido dizer que os 10% chamaram marginais de outras escolas para me bater na hora da saída. Disseram para eu ir embora e que no mesmo dia eles investigariam para ver se era verdade. Não é que era verdade mesmo? Dias depois chegou á mim um recado de um dos que me bateram, avisando que se ele fosse preso eu estava morto. Se dei credibilidade ou não, não importa. O que importa é que realmente não dava pra me concentrar nos estudos daquela forma! Vivendo de ameaças, tendo que sair mais cedo todos os dias, obrigado á me preocupar mais com  minha segurança e saúde física do que com meus estudos. Sendo que eu quero passar no vestibular!!!!
Pensando em mim, na minha segurança e no meu futuro, eu resolvi que não dava mais pra permanecer ali e mudei pra outra escola. Podem denominar como "covardia", eu não ligo, afinal sei os reais motivos que me levaram á tomar essa atitude e que foi muito, mas muito feliz nem realizá-la. Questão de prioridades. Quanto ao Grêmio Estudantil, é claro que continuarei trabalhando para ajudar aos que necessitam e querem ajuda. Continuo um membro presente e ativo. A única diferença é que não estudo mais no Pedretti. 
Enfim, o que eu queria dizer para o senhor, Professor José Pedretti Neto, é o seguinte:

Como alguém que estudou em escola municipal, particular e técnica, teve acesso á cultura, tem contatos políticos, tem discernimento e viveu na sua escola, posso garanti-lo que a culpa da sua escola e as demais do Estado estarem na situação depravada em que se encontram, não está nas costas de quem as habita. Mas sim nas costas de quem está no poder e tem a obrigação de auxiliar. Mas, como praticamente desconhece a sua realidade, pouco faz, pouco se importa. É que nem a questão da Redução da Maioridade Penal: é contra quem nunca sofreu nas mãos desses menores infratores e teve que vê-lo sair impune. Os "Calejados" que nem nós, que nem minha mãe que é funcionaria da Educação pública a mais de dez anos, eu e vários alunos e docentes dessa área, já sofremos na pele o que é o reinado desses bandidinhos e somos SIM á favor dessa lei. Que vai funcionar muito bem!
Só que, mais do que essa lei, o que realmente precisa no nosso país é uma REFORMA POLÍTICA! E drástica! Em todos os setores. 
Reforma política! Uma atitude JÁ!
...
Como eu disse no começo do texto, sou muito grato á todos dessa escola pelo belo acolhimento e conhecimento que á mim proporcionaram! Muito obrigado do fundo do coração, não somente aos 90%, mas também aos 10%. Á  100% da escola: minha gratidão! Continuamos juntos pelo resto do ano e as amizades pro resto da vida! 
Explodi de felicidade na Industrial, fui MUITO feliz no Pedretti e, agora, tenho certeza que vou ser também feliz nessa nova escola. Em breve saberão qual é. Até lá, vai uma música do Cartola, da qual gosto muito, como recado meu a todos que deixo:


quarta-feira, 11 de março de 2015

Você comete esse grande erro muitas vezes em seu dia a dia, CUIDADO!

A história que hoje eu venho dividir com vocês é mais uma da qual eu sou o protagonista que aprende uma grande lição da VIDA e sente a necessidade de repassar aos seus demais. E uma lição importante, que muitas vezes afeta o nosso ego, orgulho e até põe em dúvida muitas certezas interiores. Afinal, quem escreve o nosso destino? Quem faz o nosso futuro? Nós mesmos ou alguma força maior, que quando quer muda de tudo de uma hora pra outra e nos deixa numa enorme interrogação? Ou será que é uma parceria, entre nós e essa força maior? 
A verdade é que não temos total controle de tudo o que acontece em nossa vida, nós temos apenas o poder da escolha. Porém, muitas vezes, nem isso. Mas a ESCOLHA é um fator muito importante e decisivo na vida da gente. Escolher pra onde ir. Escolher qual mais agradável ou o mais suportável. O melhor ou o menos pior. E cada escolha tem sua consequência.
Eu, nos últimos meses, tive que fazer uma grande e difícil escolha que acarretou um novo rumo na minha vida que, antes, era inimaginável! 
Essa escolha não foi de graça, de bom grado ou simplesmente porque quis. Muitas circunstâncias e problemas acumulados me levaram á ir por um caminho do qual eu jamais imaginava que pegaria. 
E hoje eu vejo que, indo contra o que a maioria impunha e priorizando a minha saúde interior, eu fiz a melhor escolha! E uma grande pessoa, da qual eu muito admiro e é conhecida pela sociedade, está vivendo a mesma situação que eu e também jura que está feliz com sua inesperada escolha. Ela protagonizou uma grande mudança em sua vida nos últimos dias e, apesar de também ser muito criticada, está provando que fez bem em abrir mão de uma zona de conforto pela sua saúde e felicidade. Eu estou falando de Xuxa Meneghel, que fez uma escolha que ninguém jamais imaginava e jamais aconselharia ela de fazer: trocou Globo por Record. Trocou a maior e mais bem vista emissora do país por uma emissora menor e não tão aclamada quanto. Ela abriu mão do status de global por uma outra casa onde ela tem a certeza de que tem a liberdade e o apoio que já não encontrava na Globo. E eu me identifico MUITO com a Xuxa, pois eu também abri mão do status e conforto de estar numa grande e bem vista escola para ir pruma mal julgada e não aconselhada, porém, onde eu encontro o carinho e apoio que já não tinha na outra. E tanto a Xuxa quanto eu fizemos essas escolhas por que pensamos no nosso íntimo, nossos sentimentos, nossa saúde. E nisso as pessoas não lembram na hora de julgar nossas escolhas como certas ou erradas.  Elas só vêem a aparência, as boas imagens que essas "casa" tem e proporcionam á quem ta la dentro. A verdade é que, nem certa e nem errada, essas escolhas foram NECESSÁRIAS. Pois, apesar de ninguém ver ou fingir esquecer, estava insustentável a minha estadia na tal escola e a da Xuxa na tal emissora.
E isso me faz pensar: será que foi a vida ensinando eu e a Xuxa á nunca mais dizer "Dessa água não beberei"? Ou a mesma força maior nos dando a oportunidade de renovar-se, reinventar-se e, assim, readquirindo o sucesso e saúde interior que já nos era inalcançável onde estávamos?! Enfim, uma coisa é certa: eu entendo a Xuxa! E agora vou explicar melhor essa história para que você entenda e não subestime seu destino.
Nós nos renovamos, reinventamo-nos!

Ambas histórias, minha e de Xuxa, todos já conhecem. Mas é bom lembrar, pois ainda recebo críticas comentários do tipo "Não te entendo!". 
Eu estava bem na Industrial, não imaginava mudar de escola e muito menos voltar justo para o Pedretti. Muito pelo contrário, desprezava e desconversava qualquer hipótese disso acontecer. Uma é a escola pública mais aclamada e disputada pelos adolescentes da cidade e a outra é totalmente o avesso. Eu estava numa zona de conforto. A maioria me aconselhava á ficar lá e em hipótese alguma voltar á escola estadual. Estava numa escola aonde acontecia de, só de eu aparecer vestindo o uniforme dela nos lugares, já era bem visto de cara pelas pessoas. Estudar lá dá um status, uma melhor aparência perante a sociedade. Porém, essa maioria que me aconselhava á não sair de lá e idolatra a escola á todo momento, não sabe o que se passou e se passa lá dentro, nos bastidores. Eu poderia ter ficado lá, desde que aturasse uma perseguição infernal e um sobrecarrego tremendo com as matérias atrasadas e TCC. Valeria á pena sustentar um inferno astral somente pra continuar com o status de aluno da melhor escola? Eu decidi que não e escolhi ir para a escola mais condenada e menos aconselhada de Botucatu, o Pedretti. E hoje, posso dizer com toda certeza, que estou muito mais feliz pois sou ouvido, entendido, acarinhado e apoiado. 
Já Meneghel, estava á 29 anos na Globo. Já consagrada Rainha, tendo um glorioso histórico e milionário salário, a Rainha foi bruscamente jogada na geladeira da emissora. E, tendo ficado um ano fora do ar e sendo tratada como qualquer coisa pela Vênus Platinada, Xuxa decidiu ceder ás propostas liberais da Record e assinou contrato. Irradiando luz, a loira soltou o verbo e comprovou que sua escolha teve a mesma base que a minha: O foco na liberdade! 
"Meu sonho é fazer o que eu quero, antes eu não podia. Eu não podia cantar lá, tinha que pedir permissão, mesmo no Dia das Crianças. Eles falavam que o foco tinha que ser a família e não a criança. Porque já tenho voz infantil. Não podia fazer assistencialismo, porque, como vocês sabem, lá tem um projeto para isso, o 'Criança Esperança'"
Xuxa também afirmou que seu desejo é comandar um programa ao vivo. "Agora eu posso fazer tudo, não significa que farei. Estou mais solta, fiquei muitos anos presa. Não preciso pedir permissão. É difícil trabalhar em um lugar onde você não pode isso e aquilo", concluiu.
Apesar da cutucada, a loira fez questão de defender sua trajetória na Globo.
- "Tenho uma história de boas lembranças com a Rede Globo. 
Eu também tenho uma história de boas lembranças com a Industrial, mas, agora é hora de focar no futuro! Novas histórias já estão acontecendo e virão aos montes nesse novo ciclo da minha vida e eu só levarei o melhor disso pro mundo, pra tudo e todos. E continuarei dividindo com vocês, queridos leitores, as lições extraídas de experiências que ensinam como seguir a longa e pedregosa estrada da vida. 
E a lição de hoje é essa: Nunca afirme que jamais terá atitude ou comportamento que você mesmo repreende. Ninguém sabe como será o futuro.